OLÁ, BRIGHTON

OLÁ, BRIGHTON

hey, Lika

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Eu não sei nem por onde começar esse post. Aprimorar meu inglês foi se tornando uma necessidade desde que me tornei professora. Só que nunca imaginei que viria estudar exatamente no lugar dos meus sonhos. Me belisco todos os dias para acreditar que estou realmente aqui em Brighton. Várias vezes quando acordo, demora cair a ficha de que um sonho de mais de cinco anos se tornou realidade e isso não é algo que eu consigo absorver rapidamente. Essa é a minha terceira semana aqui e sempre começo o dia com a sensação de que estou em São Paulo. Quando entrei no táxi em Londres, fui surtanto o caminho todo com cada paisagem maravilhosa. O motorista foi muito simpático, ria bastante comigo e me contava sobre algumas curiosidades. Quando cheguei no bairro que estou morando, foi mais engraçado ainda. Falava para ele: Se ta falando sério que vou morar aqui? Nessas casinhas fofas de filme? Ele ria. Quando me mostrou qual era a casa que iria conhecer a família. Meu primeiro surto foi: A casa com a porta ROSA!? (já senti que ia dar match rs) Vivendo com britânicos, aprendendo a cultura deles (de uma forma bem Letícia de ser) e estudando em uma escola tão respeitada como a St. Giles, me fez perceber que é muito difícil conciliar os estudos (que são bem intensos) com o lado turísta, além do choque cultural. Pra mim é bem estranho estudar em uma sala só com europeus, não me identifiquei com eles, apenas com os que estou morando (graças a Deus). Ser um aluno fora da Europa é algo raro por aqui, e no primeiro dia, aprendi que conhecer só um país é algo mais raro ainda. Quando ando pela cidade, pareço uma criança em um parque de diversões, tiro fotos a cada passo que dou, ando aleatoriamente até me perder e ficar feliz mesmo assim. Tenho muita coisa para contar, lugares que já conheci, choques culturais, restaurantes e pubs que visitei e outras aleatoriedades. Vou fazer um post para cada um porque vai ser mais interessante explora-lós sem fazer textão. Todo mundo me diz que estou realizando um sonho deles e isso me faz sentir um pouco de pressão, nn sentido que eu TENHO que gostar e aproveitar todos os dias aqui. Não é bem assim. No dia do embarque até chegar aqui, foram momentos em que só chorei. Fiz do casal que sentou ao meu lado de terapeutas e eles foram maravilhosos. A primeira semana foram momentos de altos e baixos, entre tristeza e alegria, e não sabia como administrar. Nunca fiquei longe daqueles que amo e isso me afeta demais. Todo dia é uma luta entre vontade de estar perto e ao mesmo tempo a vontade de aproveitar cada segundo de estudos + turísmo. Tem dias que não quero sair de casa, choro e me sinto culpada por isso. Outros eu já saio e dou uma de turísta louca por ai. O suporte que meus amigos, família e minha médica maravilhosa estão me dando, me ajuda muito nos dias mais difíceis porque sou muito sensível e acabo vivendo cada emoção intensamente. Você já sentiu algo do tipo? Tem alguma dica para me ajudar a viver nesse dilema entre querer estar e não estar?

Lika

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