Mudei! Pronto, assumi.

Mudei! Pronto, assumi.

Preciso acreditar mais em meus sonhos. Acreditar mais em mim. Os dois combinados refletem o que eu sou. Então quem eu sou?

Eu sou uma menina que passou com muito entusiasmo pelo mundo nerd e sempre julgou mal o atual mundo em que vivo agora. Por isso, pra mim, é bem difícil me aceitar sem me julgar. Sempre considerei fútil esse mundo girly, cheio de “sigo a moda”, tendências, maquiagens e papos com tons de “sou uma princesa e não me toque”. Sem perceber, aquela menina que não ligava para nada disso acabou se apaixonando por esse mundo. Descobriu que maquiagem não é tão simples quanto julgava, tanto que até hoje não sabe nem passar uma sombra. Aprendeu que moda não é apenas tendência, mas o reflexo do que estamos vivendo atualmente. Como diz um comercial que não me lembro exatamente qual: “Quando o mundo é guerra, a moda é paz”. Ou quando você descobre o porque dos famosos terninhos usados por mulheres antigamente.

Além de não ser tão simples combinar peças de roupas, deve-se entender sobre cores, tecidos, estampas, estação e assim por diante. Acredite, nada é simples. Tudo se exige amor por aquilo que gosta, dedicação, tentativa e erro, persistência e, o mais importante, fé. Por que fé? Se você não acredita no que gosta, não irá produzir o seu melhor e nem atrairá pessoas. Você não convence nem a você. Como vai convencer o outro?

Porque preciso me sentir fútil por gostar de maquiagem e aprender a me maquiar? Ou me sentir julgada, por mim mesma, claro, por sair de casa com o look que demorei dias para aprender? Falar sobre maquiagem, compras, produtos de beleza? QUEIMEM A BRUXA!

Será que me acham tão fútil quanto eu achava naquela época de 15 anos? Será que me acham “menos inteligente”? Será? Era mais confortável para mim estar apenas naquele incrível mundo geek/nerd. Falar apenas ou mais de séries, filmes, quadrinhos, jogos, programação e etc e tal. Cresci nesse mundo. Conheci muita gente desse mundo. Hoje faço parte dos dois e quero me sentir confortável nos dois, mas não sinto. Porque aquela pessoa tão cheia de preconceitos ainda está dentro de mim. Minha maior luta é fazer ela calar a boca e me deixar ser e gostar do que eu quiser. Por isso, só de escrever isso e dividir com vocês, já foi um grande passo pra mim. Acreditem.

Lika

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